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Relato de artesã que perdeu tudo em enchente e deu a volta por cima é exemplo de superação

Qualificação é solução para tirar mulheres de situações de risco social, afirma Jaqueline Cassol

Jaqueline Cassol acredita que a melhor forma de trazer independência para as mulheres é através de qualificação. Sair de situação de risco, reconquistar a dignidade e fazer parte de um futuro melhor são algumas das metas para as rondonienses que estão na lista de prioridades da candidata.

Em suas andanças pelas regiões do Estado, Jaqueline Cassol vem encontrando histórias que lhe dão ainda mais ânimo para seguir em sua caminhada de representatividade. “Quanto mais histórias conheço, mais tenho certeza de que estamos no rumo certo para Rondônia, e que podemos fazer muito mais daqui em diante”.

Uma das narrativas que Jaqueline Cassol conheceu foi a de Maria de Fátima Batista dos Santos, de 55 anos. Moradora do Alto Madeira, ribeirinha, Maria passou a vida toda tirando seu sustento da agricultura familiar, produzindo farinha e outros derivados de mandioca. Quando a enchente de 2014 tirou tudo que Maria de Fátima tinha, de sua casa e móveis a sua fonte de sustento, ela passou por uma profunda depressão. Teve que mudar, refazer sua vida, e se qualificou, tornando-se artesã.

Hoje em dia, ela faz parte do grupo Movimento Articulado, formado por ribeirinhas lutadoras, e vive do que produz com troncos, raízes e sementes, sua fonte de renda, que também permite ao filho de 19 anos continuar estudando. Os materiais usados por ela são todos da região: caroço de picumã, casca de cupuaçu, cuí arara, casca de castanha, cerne de âmago de madeira, açaí e olho de boi. Com tais insumos, ela produz vasos e enfeites que são seu meio de sobrevivência e expressão de sua luta contra as adversidades. Da arte veio a salvação da ribeirinha, que teve de mudar de vida e hoje é inspiração para outras mulheres que passam por situações semelhantes.

Jaqueline Cassol apoia e acredita que em iniciativas como a que trouxe esperanças a Maria de Fátima está a chave do desenvolvimento de todo o Estado, através da autonomia das pessoas. “Qualificação, treinamento podem ser feitos em qualquer idade e podem sempre trazer novas perspectivas a quem precisa recomeçar. Precisamos prover o começo, depois, eles ganham confiança e autonomia para seguir em frente”, finaliza Jaqueline Cassol.

 

Fonte: Assessoria

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